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Quem paga imposto no consumo: CBS de 11,3 por cento em 2027 depende do Senado até 15/12

Resposta rápidaO Tribunal de Contas da União calculou em 11,3 por cento a alíquota de referência da CBS, a contribuição federal sobre o consumo que começa a ser cobrada em 2027 no lugar do PIS e da Cofins. O número ainda não é definitivo. O Senado tem até 15 de dezembro de 2026 para fixar a alíquota por resolução. Se não votar a tempo, vale o percentual do TCU. A estimativa anterior era de 9,21 por cento.
Neste artigoO que foi decididoPor que esse número importa para vocêQuem bate o martelo e quandoE o IBS?O que acompanharPerguntas frequentesFontes

O que foi decidido

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou em 28 de outubro de 2026, em sessão extraordinária, o cálculo da alíquota de referência da CBS para 2027: 11,3 por cento. O relator foi o presidente do tribunal, ministro Vital do Rêgo.

A CBS é a Contribuição sobre Bens e Serviços, o novo tributo federal sobre o consumo criado pela reforma tributária. Segundo o TCU, ela substitui o PIS e a Cofins e começa a ser cobrada efetivamente em 2027.

O tribunal também calculou um redutor de 44,2 por cento sobre a CBS em certas compras da administração pública direta, de autarquias e de fundações públicas.

Por que esse número importa para você

A CBS incide sobre o que se compra e se contrata: produtos e serviços. É por isso que a alíquota interessa a qualquer consumidor, e não só a empresas.

Mas atenção a um ponto. O próprio TCU afirma que a alíquota de referência não corresponde, necessariamente, ao percentual que será cobrado do contribuinte. Ela é a taxa calculada para manter a arrecadação federal no nível dos tributos que serão extintos.

Segundo o TCU, o cálculo considerou as receitas de 2012 a 2021 dos tributos que vão acabar ou ter cobrança reduzida. Entraram também ajustes como as receitas do IPI na Zona Franca de Manaus e o efeito esperado da redução da sonegação.

Quem bate o martelo e quando

O número final é do Senado, que precisa fixá-lo por resolução até 15 de dezembro de 2026. Se não votar no prazo, vale o percentual calculado pelo TCU.

Segundo a Agência Senado, a estimativa considerada antes era de 9,21 por cento. A diferença provocou reação. O relator da resolução, senador Eduardo Braga (MDB-AM), disse na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) que todos foram "pegos de surpresa" com a alíquota de 11,3 por cento.

A CAE aprovou por unanimidade uma audiência pública sobre o tema, a pedido do senador Izalci Lucas (PL-DF). A Agência Senado informou que a audiência e a entrega do estudo do TCU à Presidência do Senado estão previstas para terça-feira, 10 de novembro. O TCU, por sua vez, informou que encaminharia o resultado ao Senado até 30 de outubro.

E o IBS?

O IBS é o outro imposto da reforma, dividido entre estados e municípios. A alíquota de referência dele ainda não foi definida, segundo a Agência Senado.

O senador Esperidião Amin (PP-SC) defendeu que o debate inclua o IBS, porque a soma das duas alíquotas pode passar de 30 por cento. Braga respondeu que a audiência deve tratar primeiro da CBS.

O que acompanhar

  • 10 de novembro: audiência pública na CAE, segundo a Agência Senado.
  • Até 15 de dezembro: votação da resolução no Senado.
  • 2027: início da cobrança efetiva da CBS.

A reforma também cria o Imposto Seletivo, cobrado sobre itens como carros, bebidas e cigarros. Veja o que muda para quem vai comprar carro em Imposto Seletivo sobre carros em 2027.

As informações acima são de 5 de novembro de 2026 e têm caráter informativo.

Perguntas frequentes

O que é a CBS?

É a Contribuição sobre Bens e Serviços, tributo federal criado pela reforma tributária. Segundo o TCU, ela substitui o PIS e a Cofins e passa a ser cobrada efetivamente em 2027.

Vou pagar 11,3 por cento em tudo o que comprar?

Não necessariamente. O próprio TCU diz que a alíquota de referência não corresponde, necessariamente, ao percentual que será cobrado. A alíquota final ainda depende do Senado.

Quem decide a alíquota final?

O Senado, por meio de resolução, até 15 de dezembro de 2026. O relator é o senador Eduardo Braga (MDB-AM). Se o Senado não aprovar a resolução no prazo, prevalece o cálculo do TCU.

Por que o número assustou?

Porque a estimativa considerada antes era de 9,21 por cento, segundo a Agência Senado. O relator disse que todos foram "pegos de surpresa" com os 11,3 por cento.

E o IBS, imposto de estados e municípios?

A alíquota de referência do IBS ainda não foi definida, segundo a Agência Senado. O TCU trata essa definição como um desafio futuro, com o Comitê Gestor do IBS e os entes federativos.

Fontes

Redação Finanças Claras. Atualizado em 5 de novembro de 2026. Informações conferidas nas fontes oficiais listadas no texto; se algo mudar, a página é atualizada.

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