Quem é MEI: economista estima até R$ 98 bi a mais no déficit da Previdência com teto de R$ 140 mil
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O que foi publicadoO que ainda não está claroO que a lei já definiuO que diz o economistaO que isso muda para quem é MEIPerguntas frequentesFontesO que foi publicado
O novo teto do MEI voltou ao centro da discussão sobre as contas do INSS. Reportagem do Times Brasil publicada neste sábado (7) cita o economista Rogério Nagamine Costanzi, em entrevista ao jornal O Globo.
A projeção dele aponta déficit adicional de R$ 60 bilhões a R$ 98 bilhões na Previdência até o fim do século, por causa do limite maior de faturamento.
O número do título, portanto, é o topo de uma faixa. E o horizonte é longo: não se trata de déficit de um único ano.
O que ainda não está claro
O texto do Times Brasil não detalha o método da conta. Ele menciona uma projeção de 500 mil novas adesões a partir de 2027, mas não deixa explícito que essa premissa é de Costanzi.
Também não traz resposta do governo sobre a estimativa. A redação não abriu a entrevista original ao O Globo, por isso a informação segue atribuída ao Times Brasil.
O que a lei já definiu
As mudanças vêm da lei sancionada em 21 de outubro de 2026:
| Ponto | Regra informada |
|---|---|
| Teto anual em 2026 | R$ 81 mil |
| Teto anual em 2027 | R$ 110 mil |
| Teto anual em 2028 | R$ 140 mil |
| Empregados | até 2, contra 1 hoje |
| Perdão de dívidas federais | a partir de 1º/1/2027, para débitos até 13/10/2026 |
Os detalhes práticos estão no guia do MEI em 2027.
O que diz o economista
Segundo o Times Brasil, Costanzi afirma que o MEI é "muito subsidiado". A reportagem também cita R$ 320 bilhões desembolsados pelo Tesouro no ano passado para cobrir despesas do INSS, e diz que cerca de um terço dos integrantes do regime migrou diretamente da CLT.
A discussão não começou agora. Em junho de 2025, o Portal Contábeis noticiou estudo de Rogério Nagamine, pesquisador do Observatório de Política Fiscal do FGV Ibre. Ele calculava déficit atuarial de R$ 711 bilhões já comprometido pelo MEI, ou R$ 974 bilhões com ganho real de 1 por cento ao ano no salário mínimo.
Pela leitura da redação, as duas contas não são iguais. A noticiada em 2025 trata do que já estava comprometido. A de agora fala em efeito adicional do teto maior, e o método dela não foi apresentado.
O que isso muda para quem é MEI
Por enquanto, nada na rotina. A estimativa não altera a lei, o DAS nem o direito a benefícios.
Na contribuição, a referência citada pelo Portal Contábeis é de 5 por cento sobre o salário mínimo. O valor do boleto de 2027 ainda depende do novo mínimo, como mostra a estimativa do DAS.
Quem pensa em abrir um CNPJ por causa do novo teto deve olhar as regras oficiais, e não a projeção. Estimativas de longo prazo podem mudar com outras premissas, e qualquer alteração de regra dependeria de nova norma.
Dados com referência nos textos publicados em 30 de junho de 2025, 21 de outubro de 2026 e 7 de novembro de 2026.
Perguntas frequentes
A estimativa de R$ 98 bilhões é oficial?
Não. É o limite superior da faixa atribuída ao economista Rogério Nagamine Costanzi, citada pelo Times Brasil. O texto não detalha a metodologia nem traz resposta do governo.
Isso muda o DAS ou o teto do MEI?
Não. A estimativa não altera a lei. O teto segue em R$ 81 mil em 2026, com R$ 110 mil previstos para 2027 e R$ 140 mil para 2028.
Em que prazo vale a conta?
Até o fim do século, segundo o Times Brasil. O valor não é um gasto de um único ano.
De onde vem a discussão sobre subsídio?
Em regra, o MEI recolhe 5 por cento do salário mínimo ao INSS. Costanzi avalia que o regime é muito subsidiado, e estudo noticiado em 2025 calculou déficit atuarial de R$ 711 bilhões.
O que o MEI deve acompanhar agora?
As regras oficiais de 2027: novos limites e perdão de dívidas, definidos em lei e detalhados por atos dos órgãos responsáveis, além do valor do DAS.
Fontes
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