Quem traz compras do Paraguai: Receita para 2 ônibus com R$ 1,5 milhão; cota por terra é de US$ 500
Neste artigo
O que a Receita encontrou em FozO que a cota permiteA operação em curso nas fronteirasO que fazer antes de comprarPerguntas frequentesFontesO que a Receita encontrou em Foz
Na noite de sábado, 31 de outubro de 2026, a Receita Federal interceptou dois ônibus no oeste do Paraná, com apoio da Guarda Municipal em Foz do Iguaçu e da Polícia Rodoviária Federal em Santa Terezinha de Itaipu. Os dois seguiam para São Paulo.
A nota da Receita, publicada em 4 de novembro, dá os detalhes:
| Ônibus 1 | Ônibus 2 | |
|---|---|---|
| Onde foi parado | Hotel na região central de Foz | Posto da PRF em Santa Terezinha de Itaipu |
| Passageiros | 28 | 41 |
| Valor estimado | R$ 800 mil | R$ 700 mil |
As mercadorias estavam sob os bancos, no bagageiro e em outros pontos de difícil acesso, como o banheiro. No segundo veículo também havia medicamentos para emagrecer. Segundo a Receita, o primeiro ônibus não tinha autorização de viagem da ANTT e ficou retido em definitivo na alfândega.
Ninguém foi preso durante a ação.
O que a cota permite
Quem volta do Paraguai por terra costuma perguntar até onde pode ir. O Guia do Viajante da Receita responde:
- Cota de isenção: US$ 1.000 por via aérea ou marítima e US$ 500 pelas demais vias, como a terrestre.
- Periodicidade: a isenção só é concedida a cada intervalo de 30 dias.
- Loja franca terrestre: cota adicional de US$ 500 a cada 30 dias. O que passa disso é tributado.
- Finalidade: só bens para uso ou consumo pessoal.
O último item é o que mais pesa para quem faz compras em nome de outros. A Receita diz que itens com destinação comercial ou industrial não entram no conceito de bagagem. A quantidade pode revelar essa finalidade.
Quem volta de avião encontra as regras de declaração e pagamento em nosso texto sobre o Guia do Viajante.
A operação em curso nas fronteiras
O caso dos ônibus é anterior à Operação Fronteira, deflagrada em 3 de novembro, com abertura operacional em Tabatinga (AM), segundo a Receita. O Fisco a descreve como sua maior iniciativa de vigilância em pontos de fronteira terrestres, marítimos e aéreos.
O balanço, com dados até as 19h de 4 de novembro, soma R$ 29,5 milhões em apreensões:
- R$ 15,2 milhões em entorpecentes;
- R$ 14,3 milhões em mercadorias ilegais;
- 15 prisões;
- mais de 40 cidades e mais de 500 servidores da Receita mobilizados, além de agentes de órgãos parceiros.
Na edição de 2025, a Receita informa cerca de R$ 160 milhões em mercadorias ilegais apreendidas.
O que fazer antes de comprar
Faça a conta em dólar antes de atravessar a fronteira e guarde as notas fiscais. Se já usou a cota nos últimos 30 dias, a isenção não se renova.
Remédio para emagrecer comprado sem controle merece cuidado adicional: entre os objetivos da operação, a Receita cita proteger o consumidor de produtos potencialmente nocivos.
Informação de 7/11/2026, com base em notas da Receita Federal. Regras de bagagem podem mudar; confira o Guia do Viajante antes da viagem.
Perguntas frequentes
Qual é a cota de isenção de quem volta do Paraguai por terra?
US$ 500, a cada intervalo de 30 dias, segundo o Guia do Viajante da Receita Federal. Nas chegadas por via aérea ou marítima, a cota é de US$ 1.000.
Posso usar a cota para trazer mercadoria e revender?
Não. A Receita informa que o viajante só pode trazer bens para uso ou consumo pessoal e que a destinação comercial ou industrial é vedada.
Loja franca de fronteira tem cota à parte?
Sim. A Receita prevê cota adicional de US$ 500 a cada 30 dias para compras em lojas francas terrestres na chegada ao Brasil. O que passar disso é tributado.
Os passageiros dos ônibus foram presos?
A Receita informa que ninguém foi preso durante a ação. Segundo a nota, as mercadorias e o veículo foram submetidos aos procedimentos legais e administrativos cabíveis.
A Operação Fronteira continua?
A nota da Receita de 5/11/2026 não informa data de encerramento. O balanço citado vai até as 19h de 4/11.
Fontes
- Receita Federal - Receita, PRF e Guarda Municipal interceptam ônibus abarrotados com mercadorias descaminhadas e contrabandeadas
- Receita Federal - Operação Fronteira já soma cerca de R$ 30 milhões em apreensões
- Ministério da Fazenda - Receita Federal deflagra maior ação conjunta de vigilância nas fronteiras
- Receita Federal - Cota de isenção, duty free e bagagem tributável
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