Quem espera juro menor: Durigan leva propostas fiscais a Lula após 15/11, sem medida definida
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O que foi ditoO que já está definidoQual é a direção indicadaPor que o tema importa para o seu orçamentoQuais datas acompanharPerguntas frequentesFontesO que foi dito
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em coletiva na quinta-feira (5) que a taxa de juros é alta demais e que é preciso criar condições para uma queda sustentável. A declaração veio um dia depois de o Copom manter a Selic em 13,75 por cento ao ano, interrompendo cinco cortes seguidos.
No mesmo dia, depois de reunião no Palácio da Alvorada, ele informou que discutirá medidas para a agenda fiscal com o presidente Lula quando o presidente voltar de viagem. A volta da viagem à COP31, na Turquia, e a compromissos nas Filipinas está prevista para 15 de novembro.
O que já está definido
Pouco. Segundo a Agência Brasil, não há medida específica definida. Três pontos estão confirmados pelo relato:
- Quem prepara: Durigan e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
- Quando: depois da volta do presidente, prevista para 15 de novembro.
- Pronunciamento: Lula deve falar em cadeia de rádio e TV no domingo (8), e interlocutores do governo indicam que a fala não deve trazer medidas específicas.
Qual é a direção indicada
Durigan disse que o governo seguirá buscando contas públicas superavitárias, com ajustes graduais. Ele citou corte de privilégios e revisão de benefícios e de gastos primários. O ministro afirmou que as medidas não prejudicarão os mais pobres, mas não detalhou quais benefícios seriam revistos.
Por isso, ainda não é possível dizer se algum programa, benefício ou imposto será afetado. Quem encontrar mensagens prometendo ou anunciando corte de um benefício específico deve procurar a confirmação em canal oficial.
Por que o tema importa para o seu orçamento
Na mesma coletiva, o ministro falou em criar condições para a queda dos juros e em buscar orçamento superavitário. A dívida bruta do governo geral chegou a 82,9 por cento do PIB em setembro, R$ 11,1 trilhões, contra 71,7 por cento em dezembro de 2022, segundo a Agência Brasil.
Para quem tem dívida ou aplicação, o número que vale por enquanto é o atual. O site explica como a Selic chega à poupança e ao crédito e o que aconteceu na decisão de novembro do Copom.
Quais datas acompanhar
- 8 de novembro: pronunciamento presidencial em cadeia de rádio e TV.
- 15 de novembro: fim previsto da viagem presidencial.
- Depois disso: apresentação das propostas a Lula, ainda sem data anunciada.
Valores e datas têm referência em 05/11/2026. Este texto não faz previsão nem recomendação de aplicação.
Perguntas frequentes
O governo anunciou corte de gastos?
Não. Segundo a Agência Brasil, nenhuma medida específica foi definida até 05/11/2026.
Quando as propostas devem chegar a Lula?
Depois da viagem do presidente, prevista para terminar em 15/11. Durigan e Bruno Moretti vão elaborar as propostas.
Haverá anúncio no pronunciamento de domingo?
Segundo interlocutores do governo ouvidos pela Agência Brasil, o pronunciamento de 08/11 não deve trazer medidas específicas.
A Selic mudou?
Não. O Copom manteve a taxa em 13,75 por cento ao ano em 04/11/2026. A próxima reunião do comitê deve ser conferida no calendário do Banco Central.
Isso muda algo no meu bolso agora?
Não há mudança imediata, porque não existe medida anunciada. O que vale hoje para dívidas e aplicações é a Selic atual.
Fontes
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