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Quem faz compras: alimentos caem 1,2 por cento no mundo em outubro, mas açúcar sobe 6,6 por cento

Resposta rápidaO índice de preços de alimentos da FAO, agência da ONU, caiu 1,2 por cento em outubro de 2026, para 133,9 pontos, puxado por cereais, carnes e laticínios. O açúcar foi na direção contrária: subiu 6,6 por cento no mês e 28,8 por cento em um ano. O índice mede preços internacionais, então não mostra diretamente o que acontece na prateleira do mercado brasileiro.
Neste artigoO número de outubroO que subiu e o que caiuPor que os cereais recuaramO açúcar e o peso do BrasilO que isso diz sobre a sua compraPerguntas frequentesFontes

O número de outubro

A FAO, agência das Nações Unidas para alimentação e agricultura, divulgou na sexta-feira, 6 de novembro de 2026, o índice mundial de preços de alimentos. Ele ficou em 133,9 pontos em outubro, queda de 1,2 por cento sobre setembro.

A comparação com um ano antes aponta para o outro lado: alta de 5,9 por cento sobre outubro de 2025.

O que subiu e o que caiu

GrupoPontos em outubroVariação no mês
Cereais116,8Queda de 4,5 por cento
Carne125,5Queda de 1,2 por cento
Laticínios117,8Queda de 1,1 por cento
Óleos vegetais199,2Alta de 0,3 por cento
Açúcar121,3Alta de 6,6 por cento

Por que os cereais recuaram

O trigo caiu depois de quatro altas mensais seguidas, segundo a FAO, com demanda internacional fraca e perspectiva melhor de produção, especialmente na Argentina. O milho recuou da máxima de três anos alcançada em setembro, pressionado pela colheita nos Estados Unidos e pela expectativa de oferta farta na América do Sul.

O arroz foi exceção entre os grãos: o índice específico subiu 1,6 por cento.

O açúcar e o peso do Brasil

O açúcar teve a quarta alta mensal consecutiva e chegou ao maior nível desde dezembro de 2024. Em um ano, subiu 28,8 por cento.

A primeira causa apontada pela FAO está aqui: chuvas que atrapalharam a colheita e a moagem de cana no Centro-Sul do Brasil. A agência cita ainda a preocupação com a produção na Índia, depois de monção abaixo do normal, e previsões de safra menor na União Europeia e na Tailândia para 2026/27.

O que isso diz sobre a sua compra

A pergunta prática é se o preço cai no mercado. O índice não responde isso de forma direta.

Ele mede cotações internacionais. O que chega à prateleira também depende de custos internos, câmbio, frete e oferta local, e cada produto reage em tempo próprio.

Para acompanhar o preço no Brasil, dois dados mais próximos do consumidor são:

Quem compra açúcar em quantidade, como confeitarias e pequenos produtores de doces, pode acompanhar a cotação no fornecedor. O índice da FAO não indica qual será o preço no Brasil, mas mostra a direção do mercado externo em outubro.

Dados da FAO divulgados em 6/11/2026, referentes a outubro. Valores em pontos do índice, não em reais.

Perguntas frequentes

O que é o índice da FAO?

É um indicador mensal da FAO, agência das Nações Unidas para alimentação e agricultura, sobre preços internacionais de uma cesta de alimentos: cereais, óleos vegetais, carne, laticínios e açúcar.

A queda de outubro chega ao meu supermercado?

Não há relação automática. O índice acompanha preços internacionais. No Brasil, o dado de referência para o consumidor é o IPCA, do IBGE, e levantamentos como a cesta básica.

Por que o açúcar subiu?

A FAO cita chuvas que atrapalharam a colheita e a moagem no Centro-Sul do Brasil, preocupação com a produção da Índia e previsão de safra menor na União Europeia e na Tailândia.

O índice geral está mais baixo do que há um ano?

Não. Mesmo com a queda no mês, ele ficou 5,9 por cento acima de outubro de 2025 e 16,4 por cento abaixo do pico de março de 2022.

O arroz caiu também?

Não. O índice de arroz da FAO subiu 1,6 por cento em outubro, por atrasos na colheita em exportadores, clima adverso e custos maiores.

Fontes

Redação Finanças Claras. Atualizado em 7 de novembro de 2026. Informações conferidas nas fontes oficiais listadas no texto; se algo mudar, a página é atualizada.

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